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A TROMBOSE VENOSA PROFUNDA NA CIRURGIA DO MEMBRO INFERIOR

 

prevenção da trombose venosa profunda

A trombose venosa profunda (TVP) é uma situação clínica resultante da formação aguda de um trombo (coágulo) no interior (lúmen) de uma veia profunda do membro inferior, mais habitualmente na perna, com a consequente perda súbita da circulação sanguínea naquele segmento vascular.

A trombose venosa profunda do membro inferior e o seu mais expressivo compromisso à distância, a tromboembolia pulmonar, constituem das mais graves complicações de alguns tipos de cirurgias ortopédicas levadas a efeito no membro inferior.

As principais e mais frequentes causas envolvidas na formação da trombose venosa, incluem a activação descoordenada da coagulação sanguínea, a diminuição da velocidade do fluxo sanguíneo na veia (estase venosa) e a lesão traumática da parede da veia.

No entanto e em associação ao risco local, inerente ao tipo, à duração, à técnica e à agressividade local da cirurgia, existem também factores de risco dependentes do próprio doente, como as perturbações congénitas da coagulação, a idade acima de 40, a trombose venosa prévia, a imobilização prolongada, a insuficiência venosa crónica, a diabetes, a obesidade, o tabagismo, entre outros.

No caso da estase venosa, esta pode levar à trombose pela dificuldade mais ou menos significativa na drenagem sanguínea e consequentemente originando acumulação segmentar acrescida de factores da coagulação. Pode pois compreender-se assim, o facto de alguns tipos de cirurgias ortopédicas do membro inferior, estarem bastante mais associadas a uma maior risco de trombose venosa e os doentes serem cada vez mais estimulados, a colaborarem numa diminuição do período de imobilização do pós-operatório e a uma deambulação precoce, já que estas duas simples atitudes são um importante factor de prevenção.

O principal sinal clínico que nos deve pôr em alerta para a hipótese de trombose venosa profunda, é o aparecimento súbito de um significativo edema ( inchaço ) e endurecimento unilateral do membro, com alteração da temperatura cutânea e que pode ser acompanhado por uma dor limitativa da mobilidade, situada na região posterior da perna.

A tromboembolia pulmonar, complicação muito grave e por vezes fatal, da trombose venosa profunda, pode começar a manifestar-se por falta de ar, dor torácica, tosse seca ou sanguinolenta e frequentemente perda súbita de consciência.

Nestas duas situações só com meios auxiliares de diagnóstico, a serem levados a efeito com extrema urgência, é possível confirmar ou excluir a suspeita clínica.

A substituição artroplástica (aplicação de prótese) do joelho ou outras intervenções cirúrgicas complexas do joelho, estão efectivamente associadas a maior risco de trombose venosa, pelo que é mandatório ser feita a sua profilaxia mecânica e farmacológica.

Esta profilaxia permite reduzir significativamente a incidência da trombose venosa profunda e inclui uma profilaxia por meios mecânicos, como a mobilização e a deambulação precoces, a permanente contenção elástica de todo o membro, a compressão pneumática intermitente dos membros inferiores, mas principalmente uma profilaxia farmacológica, com a utilização de heparinas de baixo peso molecular. Quando esta profilaxia é estabelecida com critérios adequados e com duração rigorosa, é possível reduzir-se drasticamente, a morbilidade e a mortalidade associadas a este tipo de complicação do pós-operatório das cirurgias complexas do joelho.